Enfermeira que matou jovem no Algarve e fugiu está recebendo apoio

Enfermeira que matou jovem no Algarve e fugiu está recebendo apoio

A Polícia Judiciária (PJ) investiga o caso da enfermeira que foi condenada pela morte de um jovem informático, ocorrida em abril de 2021, no Algarve. Acredita-se que, desde há seis meses, ela se encontra em lugar incerto, tendo recebido auxílio tanto para fugir quanto para se manter oculta.

Segundo o Correio da Manhã, que traz as informações, Mariana Fonseca soube que sua condenação a 23 anos de prisão foi confirmada em 13 de maio deste ano, mas já estava com tudo preparado para a fuga naquele dia.

O mandado de detenção foi emitido posteriormente, em 3 de julho, mas, de acordo com o periódico, a PJ já estava monitorando a localização da criminosa dias antes de ter o documento oficialmente.

Mariana deixou o apartamento que alugava em Lisboa antes da decisão judicial final. Quando chegou à casa do pai, que é militar da Guarda Nacional Republicana (GNR), no Algarve, “tudo foi deixado ao abandono”.

As autoridades acreditam que Mariana recebeu apoio não apenas durante a fuga, mas que ainda conta com assistências no local onde se encontra, embora as identidades dessas pessoas permaneçam desconhecidas.

Antes de sua fuga, a enfermeira gravou um vídeo (divulgado pelo programa Linha Aberta, da SIC) onde afirmou ter fugido e negou a autoria da morte de Diogo. “Tentei salvá-lo”, afirmou.

No mesmo vídeo, Mariana compartilhou detalhes perturbadores, revelando que temia pela própria vida em relação à Maria e pediu desculpas à família pela sua fuga. “Amo-vos, perdoem-me”, destacou.

Crime Horrendo

No tribunal, foi comprovado que Mariana Fonseca e sua então namorada, Maria Malveiro, assassinaram e desmembraram Diogo Gonçalves, um engenheiro informático, em março de 2020, para apropriar-se de uma indenização de 70 mil euros recebida pelo jovem pela morte de sua mãe.

O homicídio aconteceu em 20 de março de 2020, na residência do jovem de 21 anos, situada em Algoz, no município de Silves.

Diogo tinha combinado um encontro com Maria Malveiro, com quem mantinha um relacionamento próximo.

Maria entrou na casa do jovem e administrou-lhe Diazepam, um sedativo que Mariana conseguiu no hospital onde atuava, misturado com suco de laranja. Enquanto isso, Mariana aguardava no carro.

Nesse momento, Diogo foi asfixiado e o corpo foi colocado no porta-malas de seu Mercedes. Posteriormente, foi levado para a garagem da casa onde Mariana residia em Chinicato, Lagos, onde foi esquartejado com um cutelo.

Sentenças de 25 anos para ambas as acusadas

Maria recebeu a pena de 25 anos de prisão, mas acabou cometendo suicídio na prisão.

Mariana, por sua vez, foi inicialmente absolvida pelo Tribunal de Portimão, mas foi condenada a 25 anos de prisão pelo Tribunal da Relação de Évora.

A defesa da enfermeira apelou da decisão, mas o Tribunal Constitucional confirmou a sentença da Relação, reduzindo apenas em dois anos a pena de 25 para 23 anos de prisão.

Antes de tomar conhecimento da decisão do tribunal final, Mariana Fonseca fugiu e permanece em local incerto há seis meses.

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