A mãe do garoto de 13 anos que foi esfaqueado até a morte pelo ex-padrasto nesta terça-feira em Casais, no município de Tomar, já havia feito uma denúncia contra o homem por violência doméstica.
Segundo informações de SIC Notícias, a queixa foi apresentada à Guarda Nacional Republicana (GNR) em 2023, quando o relacionamento entre o homem e a mulher já tinha terminado.
A Polícia Judiciária (PJ) informou à agência Lusa que o suspeito tinha um histórico criminal e já havia cumprido pena de prisão.
O caso “está a ser investigado no local por inspetores e elementos da polícia científica”, afirmou à Lusa a coordenadora da PJ de Leiria, Sílvia Lopes, confirmando “o registro de duas mortes e duas pessoas feridas”.
Posteriormente, a PJ divulgou em um comunicado que o “presumido agressor já havia cumprido pena de prisão por homicídio qualificado e a família estava sinalizada por meio de processos de violência doméstica registrados em 2022 e 2023”.
Denúncias de violência doméstica “nos últimos dois anos”
Conforme a coordenadora da PJ de Leiria, “na família já haviam sido relatadas situações de violência doméstica, nos últimos dois anos”.
Ao chegar ao local, os militares da GNR “constataram tratar-se de um cenário de homicídio, com arma branca, seguido de suicídio, através da explosão de uma botija de gás”, que além da morte do suposto agressor, causou ferimentos leves em um membro da GNR.
A mãe da criança também sofreu ferimentos e foi levada ao hospital.
Vítima estava amarrada dentro da residência
A estação de Paço de Arcos revelou que a mãe e a criança são de nacionalidade britânica. Já o agressor, que cometeu suicídio após o crime, é português e tem 43 anos.
Mais tarde, o presidente da Junta de Freguesia de Casais, Luís Freire, mencionou que “ocorreram vários episódios de violência” entre o casal e que a GNR já tinha “conhecimento de tudo”.
Um dos vizinhos relatou que ouviu a mulher, que sofreu ferimentos leves, “gritar e pedir socorro” na rua, acompanhada por um cão da raça pastor-alemão. De acordo com esses testemunhos, a mulher apresentava marcas nos pulsos e tornozelos, indicando que havia sido amarrada.
“Ela estava muito assustada, com o rosto bastante machucado. Parecia que até os dentes tinham sido quebrados. Muito maltratada e com muito sangue nas mãos.” contou Jaime Lopes, acrescentando que inicialmente não percebeu a gravidade da situação.
A mãe e o filho moravam na área “há aproximadamente dois anos” e, ocasionalmente, os vizinhos ouviam “discussões” na residência. “A única coisa que pensávamos era ‘qualquer dia pode acontecer uma tragédia’ porque ele [o agressor] não é uma pessoa tranquila”, explicou Jaime Lopes.
Homem explodiu a casa após matar a criança e agredir a ex-companheira
Vale ressaltar que, segundo a GNR, o homem é suspeito de ter assassinado a criança de 13 anos e de ter causado uma explosão na residência, resultando também em sua própria morte. O Notícias ao Minuto informou que o alerta foi dado por volta das 12h45.
De acordo com a mesma fonte, o menor, de 13 anos, foi morto pelo homem com uma arma branca. Ao chegarem ao local, a patrulha da GNR encontrou o homem que teria detonado uma botija de gás, ocasionando ferimentos na criança e em um dos militares da Guarda.
O militar da GNR sofreu ferimentos leves, incluindo um corte no sobrolho, e foi levado ao hospital.
A mãe da criança, de 43 anos, recebeu apoio psicológico do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) no local e posteriormente foi transportada para o Hospital de Tomar, onde continua internada.
O caso agora está sob a responsabilidade da Polícia Judiciária.
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