Tuur Demeester, um analista de criptomoedas de longa data conhecido por seu aviso visionário em 2022 para sair da Tesla e investir em Bitcoin, pode estar reconsiderando sua posição. A decisão, feita em um momento em que as ações da Tesla estavam perto do seu pico e o Bitcoin estava nas mínimas, acabou se mostrando um movimento bem cronometrado. Desde então, as ações da Tesla subiram apenas 12%, enquanto o Bitcoin quadruplicou de valor.
Nesta semana, Demeester postou um gráfico no X comparando o valor das ações da Tesla com o Bitcoin, insinuando que a proporção se afastou o suficiente para considerar uma reavaliação. A mensagem foi sutil, mas o momento é difícil de ignorar. As ações da Tesla estão sob pressão, enquanto o Bitcoin está testando seu suporte após meses de força.
Contudo, isso não se resume apenas a uma troca entre dois ativos voláteis — é uma questão mais ampla sobre a direção da Tesla e que tipo de empresa ela realmente está se tornando à medida que se aproxima do próximo ciclo de mercado.
Bitcoin no Balanço Patrimonial
A Tesla continua sendo uma das poucas grandes empresas com uma exposição significativa a criptomoedas. Suas posses de mais de 11.000 Bitcoins — agora avaliados em mais de 11 bilhões de dólares — se tornaram uma parte significativa de seu balanço. Se o Bitcoin continuar subindo, isso pode ajudar a compensar a fraqueza nos negócios principais da Tesla. No entanto, isso também aumenta a exposição às oscilações do mercado de criptomoedas, dificultando a avaliação da Tesla.
Lançamento de Robotaxis: Promessa Escalonada ou Jogo Especulativo?
A iniciativa da Tesla para a condução autônoma está se aproximando de testes no mundo real. A empresa recentemente obteve aprovação para operar robotaxis em Austin, Texas. As reações iniciais foram mistas, mas a estratégia é clara: a Tesla não está buscando dominar o transporte por meio de uma frota centralizada como a Waymo. Em vez disso, pretende criar uma rede descentralizada onde os proprietários de veículos oferecem seus carros como táxis autônomos.
A proposta é ambiciosa — e em grande parte não comprovada. O modelo da Tesla poderia permitir uma escalabilidade mais rápida, mas confiabilidade, custo e regulamentação ainda são grandes incógnitas. O que é certo é que a Tesla está apostando fortemente que a autonomia — e não apenas a venda de veículos — definirá seu futuro.
Robôs Humanoides em Cena
O robô Optimus da Tesla está se aproximando da implantação em fábricas. Embora ainda esteja em estágios iniciais, a empresa afirma que planeja usar robôs humanoides em suas próprias operações até o final do ano. Uma versão comercial pode chegar já em 2026.
Isso não se trata apenas de novidades. A Tesla está posicionando o Optimus como uma solução de trabalho, potencialmente capaz de realizar tarefas domésticas e industriais. Se o robô se tornar uma fonte de receita séria ou apenas uma distração, ainda está por ser visto. Até agora, ele não gerou nenhuma receita — mas tem gerado bastante interesse entre investidores.
Núcleo de EV Sob Pressão Nacional e Internacional
Enquanto as manchetes se concentram em IA e robótica, o negócio de veículos elétricos da Tesla está perdendo espaço. Na Europa, a rival chinesa BYD está consumindo a participação de mercado da Tesla. As vendas na China desaceleraram. Nos EUA, a concorrência está se intensificando à medida que mais montadoras antigas e startups entram no setor.
Para complicar a situação, o perfil público cada vez mais político do CEO Elon Musk está alienando partes da base de clientes original da Tesla, especialmente na Europa. A empresa viu uma queda nas vendas na Alemanha após Musk apoiar publicamente uma figura de extrema-direita. Para uma marca que antes era construída em valores progressistas e apelo com a tecnologia limpa, essa mudança está se mostrando cara.
Bitcoin Supera a Tesla — Mas Analista Observa Possível Mudança
Demeester não revelou se pretende voltar a investir na Tesla, mas seu gráfico público sugere que ele está observando de perto a mudança na avaliação. Desde sua recomendação inicial em 2022, o Bitcoin subiu mais de 400%, enquanto a Tesla tem lutado para recuperar o ímpeto — pressionada pela diminuição da participação no mercado de EV, desgaste político e crescente concorrência dos fabricantes chineses.
Para os investidores, a questão agora não é apenas se a Tesla pode se recuperar — é se o futuro da empresa fora dos EVs, desde robotaxis até robôs humanoides, está pronto para suportar o peso de sua avaliação.
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