“Neste momento, já avistam-se dois navios porta-contentores a caminho, com o objetivo de resolver esta problemática, que se apresentava como algo inimaginável e extremamente complicado”, afirmou Miguel Albuquerque, destacando que o arquipélago estava “quase à beira de uma interrupção no fornecimento”.
O líder do governo madeirense conversou com a imprensa à margem do evento de lançamento de um livro, na Ribeira Brava, localizada na parte ocidental da ilha.
A situação refere-se ao acúmulo de contentores no Porto de Leixões, causado pela implementação de um novo sistema informático, que forçou o operador Yilport a fechar a entrada para novos contentores devido à falta de espaço.
Na quinta-feira, o Governo Regional da Madeira solicitou a intervenção do primeiro-ministro, Luís Montenegro, para que uma solução imediata fosse encontrada para desbloquear a liberação e a entrada de cargas nos navios no Porto de Leixões, alertando para o risco de uma interrupção na cadeia de abastecimento.
<pNa mesma noite, a Secretaria Regional da Economia da Madeira divulgou um comunicado, no qual os ministros das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, garantiram que a questão seria resolvida.
“Foi uma situação muito embaraçosa para a região”, disse Miguel Albuquerque, agradecendo ao primeiro-ministro por “ter agido prontamente”.
“Eu, na manhã do Dia de Natal, contactei o primeiro-ministro, que estava no exterior. Posteriormente, graças ao empenho do secretário da Economia, em colaboração com o ministro das Infraestruturas e o ministro das Finanças, conseguimos desbloquear e priorizar os contentores direcionados à Madeira”, explicou.
Albuquerque observou que o novo processo aduaneiro trouxe um “conjunto de desafios burocráticos”, expressando a esperança de que a situação “não se agrave no futuro”.
Segundo o operador do Terminal de Contentores de Leixões (TCL), o acúmulo de contentores é resultado da implementação do SiMTeM — Sistema Integrado dos Meios de Transporte e das Mercadorias, além de “várias disfunções e dificuldades em processar as autorizações de saída por parte de todos os envolvidos no processo de desalfandegamento”.
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