Imported Article – 2026-02-07 00:00:56

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“Hoje temos uma atividade, e especialmente no dia 26 [sexta-feira], que não se trata de uma atividade de fim de semana, mas sim é algo além do que normalmente se realiza nos finais de semana”, afirmou hoje Álvaro Almeida aos jornalistas, durante uma visita ao Hospital Santos Silva, em Vila Nova de Gaia (distrito do Porto), parte da Unidade Local de Saúde Gaia/Espinho.

De acordo com Álvaro Almeida, “metade dos profissionais estará de folga no dia 26 e a outra metade no dia seguinte, garantindo assim alguma continuidade nas atividades normais, como consultas e cirurgias prioritárias e emergenciais”.

“Estamos tomando medidas para assegurar que não tenhamos um intervalo prolongado, que seriam cinco dias consecutivos, sem atividades além das urgências. O SNS está respondendo a essa situação, e as unidades estão garantindo um funcionamento mínimo”, disse o responsável.

Referente à diminuição das cirurgias durante o período natalício, o diretor-executivo do SNS destacou a diferença entre “a redução das atividades devido aos cinco dias de tolerância e feriados e a redução que ocorre em unidades que já estão no nível três dos planos de contingência, onde o plano para essa situação prevê a suspensão da atividade cirúrgica, começando pelas cirurgias adicionais e, posteriormente, pela atividade cirúrgica básica”.

No primeiro cenário, Álvaro Almeida explicou que “a primeira atividade afetada é a programada que não é prioritária”, ressaltando que “várias cirurgias não prioritárias não serão realizadas”, especialmente porque “a maioria das unidades não tinha programado cirurgias para o dia 26, uma vez que as pessoas não costumam querer realizar cirurgias nessa época”, observou.

<pSobre os hospitais que se encontram no nível três de contingência – Álvaro Almeida mencionou 10, incluindo as ULS Tâmega e Sousa, Entre Douro e Vouga, Braga ou Amadora-Sintra, sem fornecer mais detalhes – os planos para essa situação "incluem a suspensão da atividade cirúrgica, começando pela cirurgia adicional e, em seguida, a atividade cirúrgica básica".

“Por que isso acontece? Porque o principal problema no acesso às urgências é a dificuldade de internar todas as pessoas que precisam. Portanto, para liberar leitos e poder internar os pacientes que chegam pelas urgências, suspende-se a atividade cirúrgica, o que nos proporciona mais leitos disponíveis para atender à demanda das urgências”, esclareceu o responsável.

Indagado sobre os tempos de espera em hospitais como o Fernando da Fonseca (conhecido como Amadora – Sintra, no distrito de Lisboa), Álvaro Almeida comentou que “infelizmente, essa é uma realidade que não se limita apenas ao dia de tolerância de ponto, mas sim é uma situação recorrente”, uma vez que é uma ULS “que atende uma grande parcela da população, cerca de um terço, sem médico de família, o que significa que não recebe atendimento nos cuidados primários”.

“Além disso, nas últimas semanas houve um aumento epidêmico de gripe, que intensificou a procura em todo o país, e, portanto, nas unidades onde a capacidade de resposta já é mais limitada, esse problema é ainda mais acentuado”, afirmou Álvaro Almeida.

Os hospitais públicos devem garantir que possuem profissionais suficientes para realizar altas nos três dias em que o governo concedeu tolerância de ponto, conforme um despacho ao qual a Lusa teve acesso.

O despacho determina que cabe aos gestores dos serviços de saúde identificar os trabalhadores essenciais para o funcionamento dos serviços, especialmente nas unidades de internamento, a fim de assegurar que é possível dar alta a pacientes nos dias 26 e 31 de dezembro, além de hoje.

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