A esposa e os dois filhos de Pedro Manata e Silva, cabo da Guarda Nacional Republicana (GNR) que perdeu a vida em serviço, durante uma operação de combate ao tráfico de drogas, em outubro passado, no Rio Guadiana, no Algarve, irão receber uma compensação no valor de 217 mil euros.
Conforme relatou o Jornal de Notícias (JN), que divulgou a informação, a compensação, decidida de forma “rápida”, foi aprovada pela ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, aproximadamente um mês e meio após o incidente, em 10 de dezembro, após o comandante-geral da GNR, tenente-general Rui Veloso, ter confirmado o relatório da investigação interna realizada para verificar se os herdeiros teriam direito à indenização.
No total, a assistência extraordinária que será concedida à viúva de Pedro Manata e Silva e aos seus dois filhos, um dos quais é menor, é de 217.500 euros.
Segundo o JN, a compensação foi calculada com base no Decreto-Lei n.º 113/2005, utilizando como referência 250 vezes a remuneração mínima mensal garantida, que, na data do falecimento, estava estipulada em 870 euros.
Tragédia de 27 de outubro
O trágico evento ocorreu na noite de 27 de outubro, após a GNR receber informações sobre uma embarcação suspeita de tráfico internacional navegando no rio Guadiana, nas proximidades de Alcoutim.
O cabo Pedro Manata e Silva, acompanhado por mais três militares, tentou localizar e interceptar a embarcação. No entanto, o barco em que estavam foi colidido pela lancha dos traficantes.
O cabo, de 50 anos e natural de Ermesinde, acabou perdendo a vida, enquanto os outros militares sofreram ferimentos.
Os suspeitos, cuja lancha foi posteriormente encontrada em chamas, a duas milhas do local da colisão, conseguiram escapar.
No dia seguinte, dois homens foram detidos como suspeitos. No entanto, após serem questionados pela Polícia Judiciária (PJ), que ficou responsável pela investigação, foram soltos, pois não havia indícios suficientes de que estivessem envolvidos no crime.
O Governo garantiu que a morte do militar, que servia a GNR há quase três décadas, não ficaria sem resposta. No entanto, até o presente momento, ninguém foi condenado pelo ocorrido.
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