Já é oficial. A principal entidade de suporte financeiro público para a pesquisa científica em Portugal foi oficialmente desativada, dando origem à Agência para a Investigação e Inovação – resultado da fusão entre a Agência Nacional de Inovação e a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).
A confirmação foi feita através de um comunicado do Ministério da Educação, Ciência e Inovação, que também foi publicado no Diário da República (DR).
Você pode acessar o documento aqui.
Qual é a finalidade dessa fusão?
A meta do governo é integrar a fundação com outras instituições do Ministério da Educação e organizá-las sob a nova Agência para a Investigação e Inovação. O intuito é centralizar os serviços em um ministério que, segundo Fernando Alexandre, possui uma “estrutura anacrónica”.
Em uma coletiva de imprensa realizada em agosto, após o Conselho de Ministros que endossou a reforma, o ministro da Educação assegurou que o financiamento à ciência será mantido, proporcionando apoio por quatro anos que garantirá estabilidade, previsibilidade e “a proteção do financiamento da investigação mais básica e fundamental”.
Mais tarde, em uma entrevista à Antena 1, Fernando Alexandre reiterou que “não vai haver a penalização de qualquer projeto” e que o governo almeja “mais ciência, melhor ciência”.

