"Confiar em Portugal"

Confiar em Portugal

O primeiro-ministro Luís Montenegro afirmou, na quinta-feira, 25 de dezembro, que Portugal está a viver um ponto de viragem, necessitando de substituir a “mentalidade do deixar andar” por uma de superação, citando Cristiano Ronaldo como paradigma do espírito de busca pela excelência.

<pNesta sua segunda mensagem de Natal como líder do executivo do PSD/CDS-PP, Luís Montenegro expressou confiança de que não haverá eleições legislativas antecipadas até 2029 e fez um apelo para que, até o fim da legislatura, todos direcionem esforços para o bem do país.

“Não é necessário haver consenso total, mas é essencial reconhecer que a nossa opinião pessoal não é o aspecto mais relevante (…) Agora que temos cerca de 3,5 anos sem eleições nacionais, é o momento ideal para que todos nós nos concentremos em cumprir a nossa responsabilidade e em assegurar um futuro mais próspero para Portugal e para cada português”, advertiu.

O primeiro-ministro destacou os resultados econômicos recentes, sublinhando que eles oferecem mais motivos para acreditar que o país está “no caminho certo”.

“Hoje, Portugal é uma referência em nível europeu e global. Os rendimentos dos portugueses estão em ascensão, e nossa economia cresce de forma consistente acima da média europeia”, enfatizou, citando novamente a recente distinção dada a Portugal pela revista “The Economist”.

Montenegro ressaltou que, diante da presente situação de crescimento econômico e estabilidade financeira, existem duas direções a seguir.

“Ou nos conformamos com a situação atual, onde estamos bem, mas sabemos que a médio prazo, se permanecermos assim, perderemos terreno em relação aos outros”, refletiu.

A alternativa, ele indicou, é que o país aproveite as condições econômicas e “comece a garantir” que continuará “a crescer mais do que os outros no futuro”.

“É a diferença entre jogar para empatar e ter a mentalidade vencedora de sempre jogar para ganhar. E quero afirmar que a minha escolha e a do Governo é claramente a segunda”, afirmou.

O líder do Executivo alertou que “este caminho requer coragem política e a capacidade de promover reformas“, afirmando que apenas esse percurso permitirá uma maior eficiência e produtividade, além de alcançar “novos patamares de rendimento” e “novas aspirações salariais”.

“Estamos num momento histórico em que precisamos nos desvincular da mentalidade do deixar andar e adotar a mentalidade da superação. A mentalidade de irmos mais longe e nos afirmarmos pela excelência”, destacou.

“A mentalidade de Cristiano Ronaldo”, concluiu, alertando que “as oportunidades não surgem do nada” e esse caminho “exige coragem, perseverança, habilidade para dialogar e um senso de unidade nacional”.

Neste Natal, Montenegro considerou que “a melhor dádiva (…) é acreditar mais em Portugal”, desejando a todos “um santo Natal, estejam onde estiverem”.

“Um Natal que traga orgulho por sermos portugueses e esperança em Portugal”, solicitou.

“Quero garantir que todos são lembrados”

Luís Montenegro também desejou um Natal pleno de felicidade a todos os portugueses, com “saúde e realizações”, e fez uma “menção especial àqueles que estão sozinhos ou enfrentam momentos difíceis”.

“A todos quero assegurar que não são esquecidos. Hoje, quero também expressar um reconhecimento especial aos que garantem a nossa segurança e o bem-estar coletivo durante estas festividades”, disse em sua habitual mensagem natalina ao país.

“Não nos esquecemos dos mais idosos que vivem em solidão, das vítimas de violência, muitas vezes dentro de seus lares, daqueles que enfrentam problemas de saúde, e os que estão em situações de pobreza. A todos, quero garantir que não são esquecidos e que trabalhamos diariamente para abrir oportunidades que os ajudem a sair dessa condição”, afirmou.

O primeiro-ministro também fez uma menção especial àqueles que precisam trabalhar durante o período festivo, como “os profissionais de saúde, de transportes, bombeiros, forças de segurança, militares, jornalistas e todos que colaboram com seus esforços nestes dias”.

“Quero ainda lembrar as famílias que enfrentam guerras, como as que ocorrem na África, no Oriente Médio ou na Ucrânia, e todos os ataques a direitos humanos que nos afetam a todos”, acrescentou.

De acordo com o chefe do Governo, “a família portuguesa, enquanto nação, tem razões para se unir e olhar com otimismo para o futuro”.

Confira a mensagem de Natal abaixo:

[Notícia atualizada às 21h26]

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