Numa declaração, o Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) da força policial informou que cinco jovens, com idades entre 15 e 23 anos e residentes na área de Cascais, foram detidos através de mandados de prisão por diversos crimes de roubo qualificado, coerção, acesso ilegítimo agravado e uso indevido de dados de pagamento, todos ocorridos nas freguesias de Cascais e Estoril.
Os crimes foram cometidos “na via pública, durante a noite, em locais relativamente isolados e com pouca movimentação de pessoas, sendo as vítimas jovens e inclusive menores de idade”, acrescentou a polícia.
O grupo abordava as vítimas, encurralava-as e perguntava “se tinham horas ou utilizava outro pretexto”, após o que, utilizando “intimidação, ameaças, força física e agressões”, revistavam-nas e levavam “todos os objetos de valor que possuíam, incluindo telefones, relógios, vestuário, calçado, carteiras com documentos pessoais e bancários, além de outros itens”.
Em um dos assaltos, queimaram a face de uma das vítimas, que resistiu, com a ponta de um cigarro que um dos suspeitos estava fumando.
Com os celulares roubados, exigiam das vítimas os códigos de desbloqueio e senhas de acesso, realizando “diversas compras, acessando os aplicativos Revolut e Aliexpress pelos aparelhos subtraídos, geralmente até esgotarem o saldo”.
De acordo com a polícia, a investigação conduzida pela PSP abrange cinco inquéritos, quatro dos quais estão sob a jurisdição do Ministério Público de Cascais, na Comarca de Lisboa Oeste, e outro sob o Juízo de Família e Menores de Cascais.
Com a colaboração da GNR, foram executadas seis buscas em domicílios no concelho de Cascais, autorizadas pelo judiciário, durante as quais foram recuperados itens roubados, celulares e outros objetos utilizados na prática dos delitos.
Segundo a PSP, a investigação ainda está em andamento, pois existem suspeitas de que os detidos não atuavam apenas na área de Cascais, estando envolvidos em outros ilícitos semelhantes em todo o distrito de Lisboa.
No dia 18 de dezembro, um menor foi apresentado ao Tribunal de Família e Menores, que decidiu aplicar a medida cautelar de internação em um centro educativo, por três meses, em regime fechado, até que a sentença/acórdão seja proferido.
No dia seguinte, os demais detidos foram apresentados ao primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Instrução Criminal de Cascais; três deles foram colocados em prisão preventiva e um outro foi sujeito a apresentações semanais às autoridades.
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