A Alibaba Group Holding Ltd. concordou em vender seu negócio de lojas de departamento Intime para a Youngor Fashion Co. por aproximadamente US$ 1 bilhão, representando um movimento significativo para simplificar suas operações e se desfazer de ativos não essenciais. O acordo, no valor de 7,4 bilhões de yuan (US$ 1 bilhão), anunciado na terça-feira, traz uma perda considerável para a Alibaba, que registrará uma perda de 9,3 bilhões de yuan (US$ 1,3 bilhão) em seu investimento original na Intime.
Essa venda é parte da estratégia da Alibaba de redirecionar seus esforços para seus negócios principais, enquanto enfrenta uma concorrência crescente de rivais emergentes como PDD Holdings Inc. e ByteDance Ltd. A compra da Intime em 2017 teve o objetivo de criar uma integração harmoniosa entre o varejo online e offline, mas essa visão evoluiu sob a liderança do CEO Eddie Wu, que assumiu o cargo em 2023. A liderança de Wu tem mudado o foco da empresa para consolidar e investir em áreas com maior potencial de crescimento.
A Alibaba tem se desfeito de ativos não essenciais, incluindo sua participação na Intime, como parte de seus esforços de reestruturação mais amplos. O movimento para integrar seus negócios de comércio eletrônico doméstico e internacional sob a liderança de Jiang Fan faz parte de uma estratégia de longo prazo para simplificar operações. Embora a combinação do comércio online e offline tenha sido um objetivo central sob o comando do ex-CEO Daniel Zhang, a empresa tem gradualmente se afastado dessa direção nos últimos anos, considerando a venda da Intime já em fevereiro.
As ações da Alibaba em Hong Kong caíram até 2,1% após o anúncio, antes de se recuperarem ligeiramente, sendo negociadas 0,8% abaixo às 15h50.
Essa venda faz parte do amplo esforço da Alibaba de mudar e redirecionar seus negócios em meio ao crescimento lento do setor de varejo na China. Dados recentes mostraram que as vendas no varejo na China cresceram no ritmo mais lento em três meses em novembro, sinalizando desafios contínuos na demanda do consumidor interno. Os formuladores de políticas na China priorizaram a promoção do consumo no próximo ano, mas a perspectiva de varejo continua incerta.
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