Este projeto, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), envolve um investimento de 230 mil euros ao longo de três anos. Com um enfoque no cenário jornalístico ibérico (Portugal e Espanha), essa ferramenta também permite “identificar e desenvolver soluções de IA para os media locais”.
De acordo com a UBI, situada na Covilhã (distrito de Castelo Branco), o Obiajor terá três áreas de desenvolvimento: “analisar o discurso dos media ibéricos sobre a IA; acompanhar a implementação de soluções de IA nas redações e a maneira como os media comunicam o seu uso; e desenvolver uma ferramenta de IA que auxilie os media locais a melhorar a sua produção jornalística”.
Este trabalho alinha-se à proposta do “Livro Branco sobre aplicação de Inteligência Artificial no Jornalismo em Portugal”, sendo a criação de um observatório uma das sugestões apresentadas neste documento.
A equipe do Obiajor é formada por um conjunto multidisciplinar de pesquisadores, doutorandos e consultores, tanto nacionais quanto internacionais. Joãp Canavilhas, pesquisador da UBI e um dos idealizadores do projeto, destaca que “assim como ocorreu com o jornalismo online, o LabCom é o primeiro laboratório de comunicação a ter um projeto dessa magnitude financiado pela FCT”.
Este observatório tem como objetivo produzir “relatórios semestrais sobre a evolução do uso da IA nos media, promovendo uma reflexão crítica sobre o impacto da tecnologia na produção, distribuição e consumo de notícias”.
O projeto também busca “promover o uso ético e transparente da IA no jornalismo e ajudar a combater alguns tipos de desinformação, além da publicação de um manual de boas práticas, organização de workshops para jornalistas e criação de ferramentas que apoiem os media locais, especialmente em áreas com menor cobertura noticiosa”.
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