Família de menor assassinado já havia sido sinalizada por violência doméstica

Família de menor assassinado já havia sido sinalizada por violência doméstica

A família do jovem de 13 anos, que foi morto pelo ex-padrasto na terça-feira, já havia sido identificada em situações de violência doméstica.

Essa informação foi divulgada pela Policia Judiciária (PJ) em um comunicado enviado aos meios de comunicação, revelando que haviam ocorrido incidentes semelhantes em 2022 e 2023.

Hoje à tarde, o presidente da Junta de Freguesia de Casais, Luís Freire, já havia comentado que “houve vários episódios violentos” entre o casal e que a GNR já estava “a par de toda a situação”.

Um vizinho contou que ouviu a mulher, que sofreu ferimentos leves, a “gritar e pedindo socorro” na rua, acompanhada por um cão da raça pastor-alemão. Segundo relatos, a mulher tinha marcas nos pulsos e tornozelos, como se tivesse sido amarrada.

“Estava muito assustada, com o rosto muito machucado. Me pareceu que até seus dentes estavam quebrados. Estava bastante ferida e com muito sangue nas mãos”, disse Jaime Lopes, embora tenha mencionado que não percebeu imediatamente a gravidade da situação.

A mãe e o filho residiam na área “há cerca de dois anos”, e os vizinhos já tinham ouvido “discussões” na casa. “A única coisa que pensávamos era ‘qualquer dia acontece algo sério’, pois ele [o agressor] não era uma boa pessoa”, explicou Jaime Lopes.

O suspeito, um homem de 43 anos, nacionalidade portuguesa, teria assassinado o filho de 13 anos da ex-companheira e esfaqueado a mulher, que, apesar dos ferimentos, não está em risco de vida. A mulher, também de 43 anos, está recebendo tratamento no Hospital de Tomar.

O casal já estaria separado, mas o homem não aceitava o término da relação, o que pode ter motivado a agressão.

“Após um alerta sobre um possível cenário de violência doméstica, a GNR foi ao local e encontrou um forte cheiro de gás dentro da casa, que logo depois resultou em uma explosão, causando ferimentos em um dos membros da GNR”, continuou o comunicado da PJ.

A explosão, provocada por uma botija de gás, acabou tirando a vida do suposto autor dos crimes. Aparentemente, esse ato pode ter sido premeditado.

A PJ também informou que o suposto agressor já tinha um histórico criminal, tendo cumprido pena por homicídio qualificado. O caso está sob investigação dessa autoridade, que afirma estar “desenvolvendo ações investigativas para esclarecer as circunstâncias” das duas mortes ocorridas na manhã desta terça-feira, na freguesia de Casais, em Tomar.

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A mãe do menino de 13 anos que foi fatalmente esfaqueado pelo ex-padrasto em Tomar já havia registrado uma denúncia contra o homem por violência doméstica. Segundo a PJ, o agressor possuía antecedentes criminais e já havia cumprido pena de prisão.

Notícias ao Minuto com Lusa | 17:16 – 23/12/2025

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