Cláudio Valente, um português de 48 anos que, supostamente, matou dois alunos da Universidade de Brown e, dois dias depois, o respeitado físico Nuno Loureiro, em Brookline, nos arredores de Boston, EUA, estaria vivendo de maneira irregular no país.
Como relata o jornal Expresso, nesta sexta-feira, o suposto homicida, que foi encontrado morto, fez de tudo para dificultar a investigação, levando a que as pistas surgissem lentamente.
Ainda se sabe que ele se mudou para os EUA há mais de uma década e, em abril de 2017, conseguiu obter documentos de residência permanente, após ter passado um tempo em Portugal. Desde então, pouco se sabe sobre sua vida. As autoridades americanas acreditam que, em 2025, Cláudio Valente vivia de forma clandestina no país.
A última residência conhecida dele foi em uma casa avaliada em 362 mil euros, localizada em Miami, como já havia sido reportado pelo Notícias ao Minuto.
De acordo com as investigações realizadas, o FBI descobriu que, para evitar ser localizado, o português utilizava um cartão SIM europeu e dispositivos que dificultavam o rastreamento do seu telefone.
Próximo ao corpo, encontrado em um armazém em Salem, New Hampshire, três dias após o assassinato de Nuno Loureiro, que em vida foi professor de Engenharia Nuclear e diretor do MIT, as autoridades também descobriram duas pistolas de 9 mm, 200 munições, carregadores, coletes à prova de balas, diversos documentos de identificação, celulares e pen drives.
Origens da tragédia no Técnico?
Hoje, 26 de dezembro, o The Guardian publicou que o “intenso ambiente acadêmico” pode ter impactado sua saúde mental. O jornal informa que ex-colegas de Cláudio Valente levantam a questão se a origem da tragédia está relacionada à experiência compartilhada com Nuno Loureiro em uma “universidade prestigiosa de Portugal”, que se sabe agora ser o Técnico, onde ambos se formaram em 2000.
O The Guardian descreve ainda a instituição de ensino superior portuguesa como “rigorosa”, baseando-se em depoimentos coletados.
Vale lembrar que Cláudio Valente, que posteriormente tirou a própria vida, invadiu a Universidade de Brown no sábado, 13 de dezembro, disparando contra vários estudantes. Dois dos estudantes morreram, enquanto outros nove ficaram feridos. Dois dias depois, na segunda-feira, 15 de dezembro, ele foi até a casa de Nuno Loureiro, de 46 anos, e o matou.
Por vários dias, a identidade do perpetrador não era conhecida. No entanto, uma postagem no Reddit e uma pessoa em situação de rua ajudaram a identificar Cláudio Valente.
Apesar disso, ainda existem muitas questões em aberto na investigação. As autoridades americanas estão empenhadas em esclarecer todos os detalhes.
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