Fonte da GNR confirmou que o autarca, João Marcelo (coligação ‘Unidos por Torres Vedras – PSD/CDS-PP/Volt’), apresentou uma queixa após ter sido alvo de supostos insultos e agressões durante um desentendimento de caráter pessoal.
Conforme indicado pela fonte policial, João Marcelo abordou um cidadão que estava a colocar madeiras inadequadamente no contentor de resíduos indiferenciados. Posteriormente, foi confrontado dentro da Junta de Freguesia por um familiar do cidadão em questão e membro da Assembleia de Freguesia (PS).
Na mais recente Assembleia Municipal de Torres Vedras, o presidente da junta relatou que “foi agredido por um membro da Assembleia de Freguesia” da Maceira que, mesmo nas instalações da junta, e apesar de não ser dia de atendimento, “insistiu” em dialogar com ele em um “tom elevado e intimidatório”, tratando-o “de forma desrespeitosa”.
“Face à contínua pressão, avisei-o que chamaria a GNR e tentei me retirar do local, mas o mesmo indivíduo me impediu”, afirmou ele.
“Nesse momento, ele se aproximou de mim de maneira ainda mais agressiva, colocando a cara perto da minha, elevando o tom e exigindo que conversássemos”, continuou.
“Consegui me soltar e fui em direção ao balcão de atendimento, mas a situação persistiu, com ele insistindo que queria falar comigo pessoalmente, a sós, e proferindo vários impropérios”, acrescentou, o que levou à intervenção dos colaboradores da junta.
João Marcelo expressou ter sentido medo e insegurança, ressaltando que o ocorrido prejudica o desempenho das suas funções ao “abalarem a confiança que deve existir entre os eleitos”.
Em contato com a Lusa, o suspeito das supostas agressões, que optou por não se identificar, negou ter proferido insultos, afirmando que apenas “levantou a voz” para o presidente da junta.
Enquanto o presidente tentava chamar a GNR por telefone, confirmou que ele “agarrou a cabeça” dele com as duas mãos, esclarecendo que o fez com a intenção de “olhar cara a cara um para o outro, para conversarem e resolverem as questões.”
Ambos os autarcas afirmaram que deixaram de se comunicar devido a desavenças durante a pré-campanha e a campanha para as eleições autárquicas de 12 de outubro.
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